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Resolvendo apneia obstrutiva do sono com a cirurgia ortognática?

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Os problemas sistêmicos associados a falta de um adequado sono (biologicamente falando) tem sido de maneira surpreende focos de vários estudos científicos em instituições mundialmente respeitadas. Adicionalmente a percepção por parte dos pacientes do problema (“Eu não consigo dormir bem”) vem aumentando de maneira consistente.

Os tratamentos propostos a estes pacientes variam desde medidas relacionadas a perda de peso com diminuição do índice de massa corporal, atividades físicas mais rotineiras, mudança nos hábitos alimentares ao uso de dispositivos propulsores mandibulares (deslocam a mandíbula / maxilar inferior para frente) de uso noturno ou aparelhos elétricos que deliberam ar sob pressão durante a noite conhecidos como CPAP.

No entanto, as terapias acima mencionadas nem sempre apresentam-se efetivas, apesar de serem aceitas pela ciência como uma opção extremamente válida, devem sim serem as abordagens iniciais sempre lembrando dos possíveis efeitos colaterais de sua aplicação. O uso dos aparelhos propulsores mandibulares pode levar a efeitos colaterais nas Articulações Temporomandibulares e na posição dos dentes com alterações oclusais que necessitam tratamentos ortodônticos futuros para adequação da mordida.

No que tange as terapias mais invasivas, que dizem respeito a cirurgia otorrinolaringológica as mesmas apresentam uma efetividade questionável com mínimo ou nenhum efeito no aumento das dimensões das vias aéreas. Aqui chegamos no ponto chave da etiologia (causa) da apneia obstrutiva do sono periférica, na qual no momento que existe um relaxamento da musculatura (sono) as vias aéreas colapsam e existem uma obstrução total da passagem do ar fazendo com que o paciente não atinja as fases do sono necessárias a um sono eficiente.

Esta área de colapso refere-se a área de maior estreitamento das vias aéreas que existem no seu trajeto desde a nasofaringe, passando pela orofaringe até a hipofaringe. Outro aspecto relevante diz respeito a tensão muscular nas vias aéreas, a qual está relacionada ao tônus muscular que também pode estar envolvido neste estreitamento / constrição das vias aéreas.

Diante de todas estas possibilidades terapêuticas surge a cirurgia ortognática, a qual tem entre seus objetivos o aumento / manutenção do espaço das vias aéreas. Estudos comparativos entre o pré e pós cirurgia ortognática utilizando tomografias computadorizadas para análise volumétrica das vias aéreas demonstram que avanços bimaxilares (maxila e mandíbula) produzem ganhos dimensionais significativos das vias aéreas com aumento da secção transversal da área de maior constrição da via aérea.

Nesta imagem comparamos as modificações volumétricas das vias aéreas com as modificações do esqueleto facial. Note que o incisivo inferior foi para anterior 9,63mm, ou seja, o maxilar inferior foi para frente.