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Qual a base técnica da Cirurgia Ortognática?

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SERÃO REALIZADOS CORTES NA ESTRUTURA ÓSSEA?

Uma pergunta comum por parte dos pacientes é como é feita a cirurgia ortognática. Basicamente a cirurgia ortognática consiste na realização de osteotomias, ou seja, cortes na estrutura óssea com vistas a realizar o reposicionamento dos maxilares, planejados previamente na simulação 3D em softwares específicos da cirurgia ortognática.

COMO SÃO FEITOS OS CORTES NA ESTRUTURA ÓSSEA? QUAIS SÃO AS ESTRUTURAS DE RISCO?

Com relação a maxila (maxilar superior) a referência para o corte é a distância do final das raízes dos dentes. Biologicamente falando, uma distância de 5 mm deve ser respeitada sendo que o corte deve passar 5 mm acima do final das raízes. Estruturas localizadas superiormente, como o nervo infra orbitário, também devem ser consideradas a cavidades nasal e a fossa pterigóide.

Cabe ao cirurgião bucomaxilofacial que executa a cirurgia ortognática, o conhecimento anatômico e as possíveis variações com repercussões significativas na técnica cirúrgica a ser empregada. O corte na estrutura óssea pode ser tanto realizado com serras reciprocantes quando por piezo, um moderno instrumental de corte ósseo cujo princípio baseia-se em um corte ultra sônico.

Imagem ilustrativa: OSTEOTOMIA LE FORT I

Com relação a mandíbula, as estruturas de maior consideração são o nervo alveolar inferior, responsável pela temida parestesia pós operatória no lábio inferior (dormência) e as raízes dentárias localizadas próximo ao corte da osteotomia. A osteotomia sagital do ramo mandibular é uma técnica tradicional, porém existem diversas técnicas de osteotomias mandibulares (cortes da mandíbula) com suas vantagens como menor risco de dano ao nervo alveolar inferior e maior rapidez de execução e fixação (aplicação das placas e parafusos para fixar o osso fraturado). Cabe ao cirurgião determinar dentro das suas habilidades técnicas qual a melhor técnica a ser aplicada em casos específicos.

Imagem ilustrativa: OSTEOTOMIA SAGITAL DE MANDÍBULA

Uma das últimas regiões de interesse na qual é aplicada um corte é a mentoplastia, ou seja, a região do mento/queixo. Sempre ouvi dizer e sempre lembro da seguinte frase “mentoplastia é um complemento”. Caso que sua aplicação em casos isolados e bem planejados pode ser realizada, no entanto, vários critérios devem ser obedecidos para não criar uma aparência inestética e desagradável da região do mento, como um sulco muito profundo ou uma aparência de casca de laranja na pele. Ambos por avançar o mento muito mais que as estruturas adjacentes aceitam. Neste caso, uma estrutura de risco são os ramos terminais do nervo alveolar inferior, ou seja, os ramos do nervo mentoniano, que quando lesionados podem levar a uma parestesia (dormência/ alteração sensitiva) no lábio inferior.

Imagem ilustrativa: MENTOPLASTIA

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Dr. Pablo Leite⠀⠀
CRO/SC 6944