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Novidades no tratamento para disfunções das articulações temporomandibulares, quando vale a pena?

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Nos últimos anos terapias utilizando os efeitos de paralização muscular pelo bot ox vem sendo aplicadas tanto para ganhos estéticos quando funcionais. O seu efeito na musculatura da face baseia-se em um bloqueio da junção neuromuscular (entre o nervo e o músculo) que realmente é efetivo em grande parte dos pacientes. Entretanto este efeito vem sendo de maneira indiscriminada aplicado no tratamento das desordens temporomandibulares sem qualquer manobra diagnóstica estabelecida previamente.

Sabemos também que a variabilidade na resposta a determinada terapia (TRATAMENTO) é influenciada por diversos fatores entre eles os inúmeros relacionados ao paciente. Sabemos também que dizer que não é efetivo é uma inverdade baseando-se em algumas respostas clínicas que já obtivemos. Adicionalmente, quando mergulhamos em uma revisão de literatura científica baseando-se em uma série de casos relatados a efetiva confirmação do benefício do botox não pode ser ressaltada.

É inerente ao profissional e ao paciente sempre querer ser resolutivo no tratamento de qualquer alteração de maneira rápida e eficiente. No que tange as desordens temporomandibulares um dos pontos de relevância na efetividade do seu tratamento é o fator temporal, ou seja, quanto tempo o mesmo está presente. Este fator que está associado a fatores etiológicos persistentes levam a alterações consecutivas e progressivas no sistema neuromuscular com alterações neurológicas centrais que são de resposta muito variada aos tratamentos.

As disfunções temporomandibulares estão associadas a alterações musculares e articulares, e ao interferir na musculatura com a aplicação da toxina botulínica promovemos um relaxamento muscular transitório. No entanto a pergunta e o questionamento devem ser dirigidos ao seguinte e importante conceito: A DOR É ARTICULAR OU MUSCULAR?

A dor articular conhecida como artrite tem componente inflamatório associado a sobre carga muscular de origem de hábitos parafuncionais como o bruxismo e o apertamento. A cronicidade de tais hábitos parafuncionais associados a fatores predisponentes de cada pessoa são pontos chaves no desenvolvimento da desordem temporomandibular. Esta musculatura que é o ponto principal de atuação do botox pois promove sua paralização transitória com uma diminuição da força exercida por esta sobre as articulações temporomandibulares. Alguns artigos mencionam a possibilidade desta aplicação local induzir a efeitos centrais com diminuição progressiva da memória central da dor porém ainda sem efetividade clínica confirmada a longo prazo.

No entanto, o efeito transitório do botox (4 a 6 meses) com o retorno de hábitos parafuncionais após a cessação de tal efeito tem se mostrado cada vez mais frequente com o retorno da dor e das disfunções musculares e articulares sem qualquer efeito positivo residual de equilíbrio neuromuscular em grande parte dos casos uma vez que nestes o componente principal na disfunção é o articular e não o muscular. Sendo assim antes de realizar um tratamento com botox com vistas ao tratamento da disfunção temporomandibular o diagnóstico preciso sobre qual estrutura esta comprometida e atuando como fonte principal da dor deve ser estabelecido.

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