Dedicação exclusiva à cirurgia maxilofacial
Por: Dr. Pablo LeiteConheça a história de Pablo Leite, que se encantou com os benefícios que a cirurgia maxilofacial pode oferecer e focou em se tornar um profissional de excelência
Ainda como estudante de Odontologia na Universidade Federal de Santa Catarina, Pablo Leite já se preparava para a residência em Cirurgia Maxilofacial. Em 2002, quando foi admitido na residência da Universidade Estadual de Maringá — uma das poucas no Brasil na época —, dedicou-se integralmente ao ambiente hospitalar por três anos, dando assim os primeiros passos dentro da especialidade.
Durante esse período, Pablo estudou artigos de referência mundial em diversas áreas da cirurgia maxilofacial, e foi assim que surgiu o desejo de buscar qualificações fora do país. Por vários anos, ele viajou para diferentes lugares do mundo, entre eles os Estados Unidos, onde conheceu e pôde acompanhar cirurgiões renomados como William Arnett e Michel Gunson (Santa Bárbara), Timothy A. Turvey (Universidade da Carolina do Norte) e Joseph Maccain (Miami).
Na Europa, teve contato com o Dr. Mirco Raffaini (Parma e Milão), considerado o pai da cirurgia ortofacial, e com Simonas Grabauski (Riga, Lituânia). Em Xangai, acompanhou o Dr. Yang, que possui uma das maiores casuísticas do mundo em cirurgia artroscópica da ATM.
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
Pablo explica que, tradicionalmente, a especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Brasil faz parte de uma especialidade odontológica. Na Europa e nos Estados Unidos, pelo fato de a formação básica ser realizada em escolas de saúde — tanto para a Odontologia quanto para a Medicina —, o cirurgião bucomaxilofacial pode, adicionalmente, ter o “Medical Degree”, ou seja, a formação médica que amplia os direitos para atuar cirurgicamente em outras áreas do corpo e não somente na face, como ocorre no Brasil.
Essa foi uma das razões pelas quais a formação do cirurgião bucomaxilofacial foi instituída no Brasil em forma de residência hospitalar, com dedicação exclusiva de três anos, e não apenas como uma especialização com carga horária reduzida, que não forma integralmente o profissional dentro dos critérios necessários.
Dentro da especialidade, a formação é voltada à atuação na face e na cavidade oral, ou seja, na boca. “Começamos a lista com a remoção de sisos, patologias benignas (cistos e tumores benignos), biópsias, tratamento de fraturas dos ossos da face, cirurgia ortognática (corretiva das alterações de crescimento dos ossos da face) e cirurgia da articulação temporomandibular”, explica o cirurgião-dentista.

Cirurgia Ortognática
Atualmente, a Cirurgia Ortognática é considerada uma cirurgia facial reconstrutiva com objetivos funcionais — como a correção da mordida — e estéticos, tratando casos como face curta, face longa, retrognatismo (queixo pequeno) ou prognatismo (queixo grande).
“Nossa rotina é semanal. Com a tecnologia digital de ponta que possuímos, temos uma equipe treinada para todas as fases do procedimento, principalmente o pós-operatório, garantindo uma recuperação cada vez mais rápida para o paciente”, explica Pablo.
Disfunção Temporomandibular
Uma das áreas de atuação em constante crescimento está relacionada à articulação temporomandibular, responsável pela disfunção temporomandibular (dor na articulação temporomandibular).
Hoje, com procedimentos cada vez menos invasivos — como a cirurgia artroscópica da articulação temporomandibular —, é possível resolver problemas articulares de maneira direta e minimamente invasiva, facilitando o retorno do paciente às suas atividades de forma mais rápida.
